Estratégias para a organização

Os critérios que as empresas devem seguir para determinar os objetivos de desempenho da organização. 

Estratégias de negócios para a organização

Os objetivos de desempenho é uma análise realizada pelas empresas que tem a função de compreender quais são as necessidades que a produção tem para desenvolver estratégias de negócios para a organização. Pode ser chamada também de objetivos estratégicos da produção, e como afirma Slack (1997) é o padrão global de decisões e ações, que define o papel, os objetivos, e as atividades da produção de forma que estes apóiem e contribuam para a estratégia de negócios da organização.

As estratégias de produção resultam na priorização dos objetivos de desempenho da produção, o resultado são as direções que devem ser seguidas por cada uma das áreas da produção.

Isso significa que a produção auxilia para que as estratégias corporativas através do desenvolvimento dos objetivos estratégicos de produção sejam realizadas. Segundo Slack et. al. (1997) há cinco objetivos: qualidade, rapidez (velocidade), pontualidade, flexibilidade e custo. Para compreender a importância dos objetivos de desempenho é necessário verificar também os fatores competitivos que complementam e direcionam os cinco objetivos estratégicos da produção.

A importância relativa dos fatores competitivos pode ser analisada por meio do que o professor Terry Hill chamou de “ganhadores de pedidos” e “qualificadores”, sendo que o primeiro conquista negócios adicionais para a produção, ou seja, pode conquistar novos consumidores, ou atrair expectativas de novos mercado, já o segundo, se a operação não melhorar pode não obter mais negócios, mas se não estiver com boa qualidade, pode perder mercado. Na prática é preciso fazer uma escala discriminante para analisar a importância relativa dos fatores competitivos em uma operação.

Contudo, aspectos como os pesquisados tanto nos objetivos de desempenho, como nos fatores competitivos são relevantes para a compreensão da operação e do mercado, além de compreendermos as necessidades de produção e as decisões que devem ser tomadas para que haja uma coesão na estratégia de negócios da organização.

Referências bibliográficas:

SCIELO.  Os objetivos de desempenho da produção. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-530X2005000300005&script=sci_arttext. Acessado no dia 11/09/2008 às 12h40.

USP. Fatores competitivos. http://www.ead.fea.usp.br/Semead/8semead/resultado/trabalhosPDF/187.pdf+o+que+%C3%A9+objetivos+de+desempenho+Slack&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=br&client=firefox-a. Acessado no dia 11/09/2008 às 13h00.

Publicado em: 05/01/2009 | Tags: Desempenho, Objetivos, Produção, Planejamento | Comentários: Ainda Sem

Que você tenha um…

Feliz Natal

Publicado em: 24/12/2008 | Tags: Web, Comunicação | Comentários: 1

Construindo marcas de valor

Há algum tempo foi realizado na FIEMG em Uberlândia (MG) uma palestra de Stalimir Vieira,  que entre algumas agências de publicidade, trabalhou na DPZ, na W/Brasil, na Bates, em São Paulo, e na DDB Argentina. Stamilir falou sobre “Como transformar pequenos empreendimentos em marcas de valor”.

O publicitário que já desenvolveu campanhas para clientes como Nestlé, Johnson&Johnson, Banco Itaú, Bradesco, Kaiser, Sadia, GM, Grendene e McDonald’s, nos fez  refletir sobre a importância de consolidar a marca.

O palestrante informou que ao construir uma marca os empresários estão viabilizando futuros negócios e se mostrar para o mercado é o mesmo que investir para mobilizar clientes. Para Stalimir, empreender é construir uma marca forte, e é preciso se valorizar para que isso aconteça.

Mas em primeiro lugar é preciso entender o que significa ser um empreendedor, e isso nasce na qualidade de olhar para as necessidades humanas de maneira diferente. Portanto, o empreededor é o responsável pelas iniciativas que são fundamentais e pelos avanços e estímulos que fazem desenvolver o potencial do seu negócio.

Na palestra, Stalimir Vieira citou dois tipos de empresários: o poupador e o empreendedor.

O poupador é aquele que cria oportunidades para conquistas modestas, trabalha para si e para os seus, acumula e ganha, e depois pausa suas atividades, gerando oportunidades de crecer para dentro.

Enquanto isso, o empreendedor tem o objetivo de interferir e deixar sua marca para a história, arriscar com o mercado, trabalhar para quantos puder, gerenciar a marca, expandir indefinidamente e construir valor para fora.

Para o publicitário, o mercado gera necessidades para os seres humanos, portanto, o empreendedor pode criar o mercado com suas interferências, ou seja, criando a sua história.

As empresas precisam investir em pesquisas, conhecer seus clientes e desenvolver na mente do consumidor o conceito de prestígio e conforto. Ou seja, a importância de ter um objeto da marca “X” e não da marca “Y”, de usar, de vestir, de mostrar que gosta do produto.

Portanto, para uma empresa iniciar seu trabalho de transformação de “pequena empresa” em “marca de valor” é preciso estar claro na meta do empreendedor que ele terá que vender conceito, construir uma percepção de importância da marca, saber o que quer, ter comprometimento financeiro, entender que não está sozinho no mercado e investir na marca. Só assim o empreendedor conseguirá “comprar lote na  mente do consumidor”, como afirmou Stalimir Vieira.

Contextualizando para a web, isso significa que as empresas têm que investir cada vez mais no mundo virtual, ou seja, estar presente “nos lugares” (nos sites)  onde os seus possíveis clientes e investidores estão passeando (navegando) . É preciso investir em planejamento digital, identificar problemas de relacionamento da empresa com o consumidor, propor melhorias na web que atendam e talvez substituam serviços que até então são realizados apenas de forma presencial.

Isso é conquistar o cliente, oferecer o diferencial, algo que ninguém tem ainda; é trabalhar a mente do consumidor; é conquistá-lo e conduzi-lo a sites e campanhas que oferecem serviços e produtos importantes, de maneira ágil e segura.  Na era digital, acredito que essas sejam algumas das formas de construir e trabalhar as marcas de valor, é estudar o mercado, entender as empresas e propor mudanças, sempre com foco no usuário e nas novidades que estão surgindo.

Publicado em: 18/11/2008 | Tags: Web, Planejamento | Comentários: 1

Campus Party 2009

Campus Party 2009
O que é Campus Party?
É um dos maiores encontros de tecnologia e entretenimento eletrônico do mundo. Na Espanha ele é realizado desde 1997, e ano passado, foi um sucesso no Brasil. Em São Paulo (SP), profissionais de TI, blogueiros, jornalistas, e interessados na área participaram dessa festa de informação e troca de experiência.

Quando e onde acontecerá?
O Campus Party acontecerá dos dias 19 a 25 de janeiro de 2009 no Centro Imigrantes em São Paulo(SP), onde os inscritos poderão acompanhar.

Quando iniciam as inscrições?
As inscrições para quem já participou do evento começou no dia 26/09, mas para os novatos inicia hoje dia 7 de outubro.

Qual é o valor?
Para os novatos que se inscreverem até o dia 31/10, o valor também será de R$ 100,00. A partir do dia 01/11 a inscrição passa para R$ 150,00.

Quem se interessar em comprar também o serviço de alimentação que inclui café da manhã, almoço e jantar durante os 7 (sete) dias, o valor será R$ 150,00. Portanto, coloque no seu orçamento o valor da inscrição, mais a alimentação.

Qual é a forma de pagamento?
O pagamento é feito em boleto bancário.

Menores podem participar?
Só se acompanhados por responsáveis também inscritos no evento.

Quais áreas são abordadas nas palestras?
Astronomia, games, modding, robótica, simulação, design, fotografia, música, vídeo, desenvolvimento, software livre, entre outros.

Para ter mais informações sobre o Campus Party acesse o site oficial do evento. Para ver fotos do evento do ano passado, acesse o Flickr.

Eu já fiz minha inscrição, se você for também, nos encontramos lá! Estarei na área do Campus Blog e você?

Publicado em: 07/10/2008 | Tags: Curso, Web, Tecnologia, Campus Party | Comentários: 1

Reflexões que um líder precisa fazer

Nesta semana, na ESAMC, assisti a palestra de Luis Antônio Sanches, gerente geral da Souza Cruz de Uberlândia (MG), referente ao Módulo de Alta Gerência, do MBA que estou fazendo. Sanches nasceu em Franca (SP), é formado em Engenharia Elétrica pela UFU e iniciou na Souza Cruz como estagiário. Após 18 anos de empresa, e muita experiência nas filiais de diversos países, tornou-se gerente geral da companhia em Uberlândia.

No encontro, Sanches informou que um líder já define sua trajetória desde o dia que nasce. Ele disse que os valores e crenças de um profissional é gerado logo no primeiro ambiente de criação, ou seja, na família.

O gerente da Souza Cruz disse também que um líder deve estar apto a ser avaliado todos os dias, em todas as suas ações e estar claro para ele, que não existe prazer em todos os momentos.

E se a rota mudar? É necessário às vezes mudar de rota, porque nem sempre o caminho que desejamos, é aquele que a empresa traça para nós, e que haverá situações em que estaremos sozinhos, ou seja, nós teremos que tomar as decisões.

E será que todos torcem pelo nosso sucesso? É claro que não. Seria ilusório acreditar que no meio corporativo, as pessoas são sempre amigas, e querem sempre o seu crescimento, porque na realidade o que existe é muita concorrência, mas que deve ser administrada.

É possível pegar um atalho ou acelerar o processo de crescimento? Sim é possível, mas a primeira talvez não garanta que você realmente conseguirá a promoção desejada, mas a segunda, permitirá que você esteja preparado para o crescimento, portanto, esteja sempre a frente. Por isso, da importância de definir uma trajetória para sua vida. “É preciso ter um objetivo, porque sem foco não há resultado, e sem resultado seu destino já está traçado”, disse Sanches.

Concluindo a palestra, Sanches informou que os profissionais precisam estar:

  • Prontos para as oportunidades;
  • Devem ser flexíveis às mudanças;
  • Celebrar sempre as vitórias;
  • Não desaminar com as derrotas, pois devemos sempre aprender com elas;
  • Apto a correr riscos e inovar;
  • Cientes que a trajetória é longa, mas é preciso não perder a visão;
  • Com as parcerias sempre fortalecidas e trabalhando em equipe;
  • Conscientes que não é interessante subestimar riscos e exceder na autoconfiança;
  • Aptos a saber ouvir;
  • Sempre agindo com ética, valores e crenças;
  • Exercendo a liderança, pois faz a diferença.

Publicado em: 01/10/2008 | Tags: Curso, Comunicação, Planejamento | Comentários: 2

Ainda no curso… Descobrindo a publicidade online

O investimento na web e o retorno para o cliente.

Voltando a comentar sobre o curso, e frisar um aspecto importante, descobri o quanto que as empresas estão buscando pela publicidade online, e como é um caminho ainda novo para muitos ramos de negócio.

O público do curso foram profissionais de empresas especializadas em esportes radicais e aventuras, farmácias, produtos automotivos, agência de viagens, vendas de sandálias de plástico, financiadoras, pousadas, maquinário agrícola, entre outros. Todos interessados em descobrir como melhorar sua marca na web e comunicar com os usuários e futuros clientes.

Como são profissionais não especializados em web, e sim, nos seus ramos de atividades, surgiram muitas dúvidas sobre banners, links patrocinados, SEO e análise de métricas. Além de ainda não compreenderem exatamente qual é o poder que cada campanha tem na web e o que poderia melhorar seus sites.

O interessante é descobrir que cada vez mais os profissionais estão interessados em se especializar para trabalhar com seus sites, desenvolvendo conteúdos relevantes que proporcionem mais negócios e renda para as empresas.

Foi uma oportunidade de compreender como o mercado precisa de profissionais qualificados para trabalhar com o marketing e a comunicação online que está em crescimento.

Publicado em: 01/10/2008 | Tags: Curso, Web, Comunicação, Planejamento | Comentários: 3

Palestrante de curso e vendedor de peixe

Na semana passada participei de um curso em São Paulo que pretendia ampliar os horizontes para os interessados em Gestão de Marketing e Comunicação Digital. Assim que encontrei o curso nas buscas que realizei pelo Google, pensei que tinha sido um “achado”, mas ao contrário, descobri um curso que tem um palestrante que vende o “peixe” dele.

A proposta do curso era ensinar os profissionais a fazerem um verdadeiro Plano de Marketing para a web, mas ao final, o curso foi sobre a importância do Database Marketing, de realizar campanhas para otimizar o site (SEO), trabalhar os links patrocinados para os produtos e serviços que interessam para as empresas, dar dicas sobre o conteúdo que deve conter uma newsletter, entre outros. O conteúdo foi totalmente direcionado para principiantes na web.

Houve saldo positivo porque descobri duas coisas:

  1. O que os profissionais do curso ainda estavam aprendendo eu já sabia, e faz parte do meu dia-a-dia, portanto o que eu tenho que fazer é me manter sempre atualizada;
  2. O interesse das empresas e dos profissionais em adquirir conhecimento sobre as novas mídias, e nesse caso, principalmente a web.

Acredito que descobrir a segunda foi a mais importante, porque ver que as empresas estão valorizando seus profissionais, e estão investimento em conhecimento é a melhor maneira de confirmarmos que a web é o foco que as corporações estão dando para os seus negócios, ou seja, agora é prioridade conhecer de tudo um pouco, participar de redes sociais (Orkut, Twitter, Facebook), interagir com outros profissionais da área e produzir com isso, novos mercados e renda para suas empresas.

Foi um curso em que pude entender as dificuldades dos usuários que estão entrando no mundo web, que deixam de exercer apenas a função de usuários, para se tornarem produtores de conteúdo para sites, que criam planos de marketing virtual, desenvolvem medidas para otimizar os sites nos buscadores e selecionam quais produtos devem ser anunciados nos links patrocinados.

Com relação ao curso, acredito que talvez fazer uma pré-seleção, ou, uma pequena análise nas fichas dos inscritos já iria diminuir o nível de insatisfação dos participantes. Nas especificações do curso não descrevia que os conteúdos seriam para iniciantes, e isso me tornou uma aluna frustada e que não recomenda o curso para ninguém!

Portanto, uma dica. Se algum dia, sua empresa ou você for dar um curso, por favor, informe todo o plano do curso, mas principalmente, qual é o nível da turma que você pretende capacitar, pior que não cumprir o plano é você criar uma expectativa e chegar no curso e não ser nada daquilo do que você imaginou. E pior ainda, é o investimento jogado fora.

Publicado em: 24/09/2008 | Tags: Curso, Web, Comunicação | Comentários: 4

Podcast: atividades de um webwriter

Um profissional que admiro muito e que sempre acompanho o trabalho é o Webwriter e Arquiteto de Informação Bruno Rodrigues e especialista em mídia digital, autor do livro Webwriting: Redação & Informação para a Web.

Há algum tempo ouvi um podcast que os jornalistas Mario Cavalcante e Alexandre Carvalho fizeram com o Bruno no site Jornalistas da Web. E como gostaria de reproduzi-lo para os leitores do Alemazzariolli.com, pedi autorização para reprodução do podcast para o Mario e ele foi supergentil, cedendo o material.

No podcast, Bruno Rodrigues, Mario Cavalcante e Alexandre Carvalho conversam sobre os conhecimentos que o webwriter deve buscar, o texto para internet, a diferença entre webwriting e jornalismo online, a evolução do conceito e das funções do webwriter, pois além de conteúdo web, o profissional passou a gerenciar a informação digital, ou seja, as informações de um site, arquitetura de informação, usabilidade, acessibilidade, entre outros.

Os jornalistas ainda discutem sobre experiência, carreira e as tendências que o webwriter deve seguir na web. É um excelente papo que amplia a visão dos novos profissionais, além de proporcionar aos que já estão na área algum tempo, as reflexões de Bruno Rodrigues, um profissional conhecido nacionalmente.

Baixe o podcast.

Para os interessados na carreira, ainda indico o artigo Um dia de webwriter de Ana Amélia Erthal que é jornalista e mestranda em Comunicação Social pela UERJ. No artigo, Ana Amélia entrevista Marcelo Ferraz, publicitário e blogueiro da Selulloid AG e em redes sociais em nome da BFGoodrich, e também Léo Paiva, jornalista que trabalha para a intranet da Coca-Cola Brasil, produzindo conteúdo para ser transmitido para o público interno por meio do ambiente digital. Ambos fazem análise sobre os profissionais da área de webwriting.

Publicado em: 15/09/2008 | Tags: AI, Livros/Leitura, Acessibilidade, Webwriting | Comentários: 1

O quê que o texto publicitário tem?

As etapas para encontrar a criatividade e a produção de textos mais publicitários.

No último sábado, dia 23/08 aconteceu o Workshop de Redação Publicitária na Webroom. Foi um momento em que o Bruno Figueredo*, novo redator da Webroom, pôde nos passar seus conhecimentos da área, falar sobre a linguagem na publicidade, o foco que deve ser trabalhado e a importância do briefing no desenvolvimento das campanhas. Eu participei do workshop juntamente com minhas amigas e companheiras de departamento: Fernanda Martins e Loraine Vidigal.

Começamos o workshop discutindo sobre a presença do texto publicitário em nosso dia-a-dia, pois apesar de muitas vezes não percebermos, ele está presente em todas as situações da nossa vida, por exemplo, quando fazemos um pedido para as nossas mães, quando estamos informando para os amigos de uma festa que acontecerá na cidade, ou, quando queremos muito ir a um evento, e queremos que a empresa nos libere. Em todas essas situações realizamos enunciações trabalhadas, ou seja, com grande número de recursos da linguagem, para que possamos convencer, ou, persuadir o receptor.

Em seguida, analisamos o significado das palavras convencer e persuadir, na qual a primeira trabalha o sentido de “levar alguém, por meio do raciocínio ou de provas evidentes, a reconhecer a verdade de uma proposição ou de um fato; provar, concluir; e a segunda, “determinar a vontade de alguém; levar alguém a crer, a aceitar ou a decidir (fazer alguma coisa); induzir; instigar; convencer; aconselhar”. Mas no workshop trabalhamos apenas com as explicações a seguir: Convencer (mente) e Persuadir (emoção).

No discurso podemos trabalhar com três tipos de texto:

  • A) Deliberativo: aconselhar ou desaconselhar;
  • B) Judiciário: julgar;
  • C) Demonstrativo: louvar ou não um determinado produto, serviço, entre outros.

Entretanto, o tipo de discurso que focamos no workshop foi o primeiro, ou seja, o deliberativo. Com isso, foi mostrado a importância em se concentrar nas informações que serão trabalhadas à partir da leitura do briefing do projeto, o qual devemos aconselhar ou desaconselhar.

O briefing do projeto deve informar qual o conteúdo que o texto deve conter; qual será o público alvo, para quem a linguagem deve ser direcionada; qual o problema que deve ser resolvido, pois toda campanha busca alcançar uma meta; a atitude que o cliente terá que fazer, exemplo, “Promoção de celular no Dia dos Pais”, portanto, a ação que o receptor deve realizar é ler a mensagem, se gostar do produto e se for convencido que o produto é bom, ele comprará; será definido o tom da comunicação; criar o conceito e o tipo de linguagem (rádio, tv, web). A partir disso, estudaremos o posicionamento que a empresa possui e a sua identidade.

Mas como devemos começar o nosso trabalho?

Após a leitura do briefing devemos realizar diversas atividades para que possamos compreender o que o cliente deseja e qual é o perfil do público, portanto, tarefas como:

  • Brainstorm - Em que um grupo de pessoas falam todas as idéias, pensamentos e relações que conhecem sobre o produto ou serviço;
  • Centros criativos - Convidar pessoas que possuem o perfil do produto ou serviço que devemos trabalhar, para que então possamos entender o público alvo;
  • Ambientes culturais - Participar de eventos, ir a palestras, teatros e assistir filmes que estão relacionados ao cliente.

Essas são algumas das maneiras que podemos iniciar o trabalho de desenvolvimento de uma campanha publicitária.

Mas e o texto? Quais recursos utilizaremos para criar textos publicitários?

Para criarmos textos “vendedores”, que chamem a atenção dos clientes, a fórmula é muito simples. Use uma pitada de criatividade, doses de funções da linguagem como: Referencial ou denotativa, Emotiva ou expressiva, Conativa ou apelativa, Fática, Metalingüística e Poética; mergulhe na internet para descobrir o que o concorrente está fazendo, ou seja, faça também um trabalho de benchmarketing; utilize esteriótipos, ou seja, algo que se identifica com o produto ou serviço, ou, simplesmente crie substituições, por exemplo, ao invés de “Mãe”, utilize a palavra “Coruja”, ou ainda, crie inimigos para os seus produtos, um exemplo: “O produto X mata qualquer inseto”!.

Na última parte do workshop, Bruno Figueredo nos mostrou intessantes cases, nos quais os textos provocavam o receptor, fazendo com que ele realizasse alguma ação e/ou provocasse algum sentimento de prazer, ou, desejo pelo produto e serviços oferecidos, cumprindo, portanto, o objetivo que provavelmente estava descrito no briefing. Por isso a importância do briefing, esse documento que delimita e nos traz o caminho que devemos percorrer até atingir os anseios dos nossos clientes. Portanto, o workshop foi excelente, pois nos mostrou o quão importante é esse tempo de pesquisa, busca por informações detalhadas sobre a campanha e a utilização do briefing.

Para conferir fotos do workshop é só acessar meu Flickr.

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*Bruno Figueredo é graduando em Propaganda e Marketing pela ESAMC, foi um dos finalistas para participar do programa “O Aprendiz”, já trabalhou na TV Paranaíba (regional da Rede Record) e trabalha atualmente como redator publicitário na Webroom.

Publicado em: 26/08/2008 | Tags: Cursos, Comunicação, Webwriting | Comentários: 4

Acessibilidade nas palavras

Num primeiro momento vamos entender algumas definições encontradas em diversos sites sobre o que é acessibilidade.

1. Acessibilidade (Lat. accessibilitate), s.f. qualidade de ser acessível
2. Acessível adj. a que se pode chegar facilmente; que fica ao alcance.
Possibilidade de acesso (ONU) processo de conseguir a igualdade de oportunidades em todas as esferas da sociedade.

A acessibilidade da Internet é a flexibilidade do acesso a informação e interação dos usuários da mesma, que possuam algum tipo de deficiência ou necessidade especial, no que se refere aos mecanismos de navegação e apresentação das páginas, operação de softwares, hardwares, e adaptação de ambientes e situações.

Fonte: Cidade de São Paulo

Acessibilidade é definida pela ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas ,pela norma NBR 9050/94 - Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificações, espaço mobiliário e equipamentos urbanos,como sendo […]. A possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações, espaço, mobiliário e equipamento urbano.

Fonte: Muniz Engenharia

Para muitos a acessibilidade é tornar as coisas acessíveis apenas para pessoas com deficiência motora, visual ou auditiva. É nesse ponto que erramos, a acessibilidade é tornar as coisas acessíveis para qualquer pessoa com algum tipo de limitação temporária ou permanente, tais como: grávidas, pessoas idosas, pessoas obesas, entre outros.

A acessibilidade tem que ser levada muito sério principalmente nos setores da arquitetura e do urbanismo, pois em locais onde há escada também devem haver rampa de acesso, postes, árvores, telefones públicos, devem ser bem posicionados para que não causem danos a pessoas com deficiência visual.

Fonte: Web para TODOS

A primeira vez que nos deparamos com a palavra acessibilidade, pensamos, naturalmente, que ela seja proveniente ou derivada da palavra acesso. Mas, e daí? Em geral essa palavra não está sozinha, vem contextualizada de conceitos técnicos ou práticos, normalmente associados a pessoas com deficiência. Sua aplicação, de fato, teve origem na necessidade da transposição dos obstáculos arquitetônicos que impediam e impedem o acesso de pessoas com deficiência a lugares de uso comum e público.

Mas, ao longo do tempo, o conceito de acessibilidade assumiu dimensão mais ampla. Qualquer tipo de barreira para qualquer pessoa, mesmo sem deficiências ou apenas com limitações temporárias, passou a ser relacionado à acessibilidade. Por exemplo, calçadas esburacadas, perigosas para mulheres grávidas que não podem enxergar os pés, ou um site na internet cujo código não permita o acesso por meio de celulares, passaram a ser inacessíveis. Uma grávida e um proprietário de celular com bons recursos não são pessoas reconhecidamente com deficiência, mas podem encontrar inacessibilidades comuns às pessoas com deficiência. Assim, o conceito adquiriu sentido mais amplo. Hoje, na prática, acessibilidade diz respeito à qualidade ou falta de qualidade de vida para todas as pessoas.

Fonte: Bengala Legal

Agora que já vimos diferentes conceitos sobre acessibilidade, desde a arquitetônica, ou seja, a possibilidade de acesso de qualquer pessoa a qualquer espaço físico de uma cidade, vimos também que a acessibilidade na web não é apenas para os deficientes visuais, mas sim, para qualquer pessoa que tenha algum tipo de deficiência.

Mas e a acessibilidade das palavras? Pois então, queria antes de falar sobre “as palavras”, esclarecer o que é a acessibilidade no ponto de vista de diversos profissionais e empresas para mostrar o quão importante é o trabalho da acessibilidade nos espaços urbanos, como também no dia-a-dia dos usuários web.

Acompanhando a lista de discussão do Acesso Digital, pude compreender a importância de se escrever corretamente. Você já parou para pensar que ao deixar de acentuar uma palavra você está contribuindo para a não compreensão de um termo? Tanto deficientes visuais que utilizam o leitor de telas, como também os usuários que precisam compreender um determinado termo em uma frase ficam perdidos quando uma expressão possui um sentido duplo, dependendo da sua acentuação?

No curso de Letras há uma disciplina chamada Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa, na qual aprendemos a escrever foneticamente os sons da fala humana, ou seja, conseguimos distinguir através de símbolos fonéticos os sons de uma palavra. Apenas conseguimos compreender onde está a sílaba tônica quando um termo é pronunciado, assim podemos distinguir até mesmo qual é a origem desse falante, devido ao seu regionalismo ou termo característica de uma determinada região do país.

Portanto, quando estamos trabalhando com a linguagem escrita é possível distinguir em qual sílaba está o acento? Um leitor de tela poderá identificar qual é a sílaba tônica de uma palavra em um determinado contexto textual? Todos sabem que não, portanto, a acessbilidade também está nas palavras.

Utilizar a língua portuguesa na norma culta também contribui para que seu site seja acessível. É importante também saber usar outros elementos que colaboram para que a comunicação exista, ou seja, as pontuações. Mas é preciso lembrar que as pontuações não precisam ser repetidas para que haja a compreensão do “por quê” do seu uso em uma frase, já que todos sabem quando usar o ponto de interrogação, e qual o seu objetivo, o mesmo vale para o ponto de exclamação, a vírgula, e as demais pontuações.

A repetição gera desconforto para o usuário que depende do leitor de tela, e na realidade, a pontuação existe para dar a ênfase na língua escrita, pois na língua falada existe o aparelho fonético que possui diversos órgãos que possibilitam a produção dos sons.

Portanto, a partir de agora, vamos tomar mais cuidado no momento de escrever, acentuando corretamente as palavras, pontuando os períodos, e principalmente, revisando o que você escreveu, isso ajuda e muito para que todos os usuários tenham acesso ao seu conteúdo.

Publicado em: 20/08/2008 | Tags: Web, Comunicação, Acessibilidade, Webwriting | Comentários: Ainda Sem