O quê que o texto publicitário tem?

As etapas para encontrar a criatividade e a produção de textos mais publicitários.

No último sábado, dia 23/08 aconteceu o Workshop de Redação Publicitária na Webroom. Foi um momento em que o Bruno Figueredo*, novo redator da Webroom, pôde nos passar seus conhecimentos da área, falar sobre a linguagem na publicidade, o foco que deve ser trabalhado e a importância do briefing no desenvolvimento das campanhas. Eu participei do workshop juntamente com minhas amigas e companheiras de departamento: Fernanda Martins e Loraine Vidigal.

Começamos o workshop discutindo sobre a presença do texto publicitário em nosso dia-a-dia, pois apesar de muitas vezes não percebermos, ele está presente em todas as situações da nossa vida, por exemplo, quando fazemos um pedido para as nossas mães, quando estamos informando para os amigos de uma festa que acontecerá na cidade, ou, quando queremos muito ir a um evento, e queremos que a empresa nos libere. Em todas essas situações realizamos enunciações trabalhadas, ou seja, com grande número de recursos da linguagem, para que possamos convencer, ou, persuadir o receptor.

Em seguida, analisamos o significado das palavras convencer e persuadir, na qual a primeira trabalha o sentido de “levar alguém, por meio do raciocínio ou de provas evidentes, a reconhecer a verdade de uma proposição ou de um fato; provar, concluir; e a segunda, “determinar a vontade de alguém; levar alguém a crer, a aceitar ou a decidir (fazer alguma coisa); induzir; instigar; convencer; aconselhar”. Mas no workshop trabalhamos apenas com as explicações a seguir: Convencer (mente) e Persuadir (emoção).

No discurso podemos trabalhar com três tipos de texto:

  • A) Deliberativo: aconselhar ou desaconselhar;
  • B) Judiciário: julgar;
  • C) Demonstrativo: louvar ou não um determinado produto, serviço, entre outros.

Entretanto, o tipo de discurso que focamos no workshop foi o primeiro, ou seja, o deliberativo. Com isso, foi mostrado a importância em se concentrar nas informações que serão trabalhadas à partir da leitura do briefing do projeto, o qual devemos aconselhar ou desaconselhar.

O briefing do projeto deve informar qual o conteúdo que o texto deve conter; qual será o público alvo, para quem a linguagem deve ser direcionada; qual o problema que deve ser resolvido, pois toda campanha busca alcançar uma meta; a atitude que o cliente terá que fazer, exemplo, “Promoção de celular no Dia dos Pais”, portanto, a ação que o receptor deve realizar é ler a mensagem, se gostar do produto e se for convencido que o produto é bom, ele comprará; será definido o tom da comunicação; criar o conceito e o tipo de linguagem (rádio, tv, web). A partir disso, estudaremos o posicionamento que a empresa possui e a sua identidade.

Mas como devemos começar o nosso trabalho?

Após a leitura do briefing devemos realizar diversas atividades para que possamos compreender o que o cliente deseja e qual é o perfil do público, portanto, tarefas como:

  • Brainstorm - Em que um grupo de pessoas falam todas as idéias, pensamentos e relações que conhecem sobre o produto ou serviço;
  • Centros criativos - Convidar pessoas que possuem o perfil do produto ou serviço que devemos trabalhar, para que então possamos entender o público alvo;
  • Ambientes culturais - Participar de eventos, ir a palestras, teatros e assistir filmes que estão relacionados ao cliente.

Essas são algumas das maneiras que podemos iniciar o trabalho de desenvolvimento de uma campanha publicitária.

Mas e o texto? Quais recursos utilizaremos para criar textos publicitários?

Para criarmos textos “vendedores”, que chamem a atenção dos clientes, a fórmula é muito simples. Use uma pitada de criatividade, doses de funções da linguagem como: Referencial ou denotativa, Emotiva ou expressiva, Conativa ou apelativa, Fática, Metalingüística e Poética; mergulhe na internet para descobrir o que o concorrente está fazendo, ou seja, faça também um trabalho de benchmarketing; utilize esteriótipos, ou seja, algo que se identifica com o produto ou serviço, ou, simplesmente crie substituições, por exemplo, ao invés de “Mãe”, utilize a palavra “Coruja”, ou ainda, crie inimigos para os seus produtos, um exemplo: “O produto X mata qualquer inseto”!.

Na última parte do workshop, Bruno Figueredo nos mostrou intessantes cases, nos quais os textos provocavam o receptor, fazendo com que ele realizasse alguma ação e/ou provocasse algum sentimento de prazer, ou, desejo pelo produto e serviços oferecidos, cumprindo, portanto, o objetivo que provavelmente estava descrito no briefing. Por isso a importância do briefing, esse documento que delimita e nos traz o caminho que devemos percorrer até atingir os anseios dos nossos clientes. Portanto, o workshop foi excelente, pois nos mostrou o quão importante é esse tempo de pesquisa, busca por informações detalhadas sobre a campanha e a utilização do briefing.

Para conferir fotos do workshop é só acessar meu Flickr.

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*Bruno Figueredo é graduando em Propaganda e Marketing pela ESAMC, foi um dos finalistas para participar do programa “O Aprendiz”, já trabalhou na TV Paranaíba (regional da Rede Record) e trabalha atualmente como redator publicitário na Webroom.

Publicado em: 26/08/2008 | Tags: Cursos, Comunicação, Webwriting | Comentários: 3

Acessibilidade nas palavras

Num primeiro momento vamos entender algumas definições encontradas em diversos sites sobre o que é acessibilidade.

1. Acessibilidade (Lat. accessibilitate), s.f. qualidade de ser acessível
2. Acessível adj. a que se pode chegar facilmente; que fica ao alcance.
Possibilidade de acesso (ONU) processo de conseguir a igualdade de oportunidades em todas as esferas da sociedade.

A acessibilidade da Internet é a flexibilidade do acesso a informação e interação dos usuários da mesma, que possuam algum tipo de deficiência ou necessidade especial, no que se refere aos mecanismos de navegação e apresentação das páginas, operação de softwares, hardwares, e adaptação de ambientes e situações.

Fonte: Cidade de São Paulo

Acessibilidade é definida pela ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas ,pela norma NBR 9050/94 - Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificações, espaço mobiliário e equipamentos urbanos,como sendo […]. A possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações, espaço, mobiliário e equipamento urbano.

Fonte: Muniz Engenharia

Para muitos a acessibilidade é tornar as coisas acessíveis apenas para pessoas com deficiência motora, visual ou auditiva. É nesse ponto que erramos, a acessibilidade é tornar as coisas acessíveis para qualquer pessoa com algum tipo de limitação temporária ou permanente, tais como: grávidas, pessoas idosas, pessoas obesas, entre outros.

A acessibilidade tem que ser levada muito sério principalmente nos setores da arquitetura e do urbanismo, pois em locais onde há escada também devem haver rampa de acesso, postes, árvores, telefones públicos, devem ser bem posicionados para que não causem danos a pessoas com deficiência visual.

Fonte: Web para TODOS

A primeira vez que nos deparamos com a palavra acessibilidade, pensamos, naturalmente, que ela seja proveniente ou derivada da palavra acesso. Mas, e daí? Em geral essa palavra não está sozinha, vem contextualizada de conceitos técnicos ou práticos, normalmente associados a pessoas com deficiência. Sua aplicação, de fato, teve origem na necessidade da transposição dos obstáculos arquitetônicos que impediam e impedem o acesso de pessoas com deficiência a lugares de uso comum e público.

Mas, ao longo do tempo, o conceito de acessibilidade assumiu dimensão mais ampla. Qualquer tipo de barreira para qualquer pessoa, mesmo sem deficiências ou apenas com limitações temporárias, passou a ser relacionado à acessibilidade. Por exemplo, calçadas esburacadas, perigosas para mulheres grávidas que não podem enxergar os pés, ou um site na internet cujo código não permita o acesso por meio de celulares, passaram a ser inacessíveis. Uma grávida e um proprietário de celular com bons recursos não são pessoas reconhecidamente com deficiência, mas podem encontrar inacessibilidades comuns às pessoas com deficiência. Assim, o conceito adquiriu sentido mais amplo. Hoje, na prática, acessibilidade diz respeito à qualidade ou falta de qualidade de vida para todas as pessoas.

Fonte: Bengala Legal

Agora que já vimos diferentes conceitos sobre acessibilidade, desde a arquitetônica, ou seja, a possibilidade de acesso de qualquer pessoa a qualquer espaço físico de uma cidade, vimos também que a acessibilidade na web não é apenas para os deficientes visuais, mas sim, para qualquer pessoa que tenha algum tipo de deficiência.

Mas e a acessibilidade das palavras? Pois então, queria antes de falar sobre “as palavras”, esclarecer o que é a acessibilidade no ponto de vista de diversos profissionais e empresas para mostrar o quão importante é o trabalho da acessibilidade nos espaços urbanos, como também no dia-a-dia dos usuários web.

Acompanhando a lista de discussão do Acesso Digital, pude compreender a importância de se escrever corretamente. Você já parou para pensar que ao deixar de acentuar uma palavra você está contribuindo para a não compreensão de um termo? Tanto deficientes visuais que utilizam o leitor de telas, como também os usuários que precisam compreender um determinado termo em uma frase ficam perdidos quando uma expressão possui um sentido duplo, dependendo da sua acentuação?

No curso de Letras há uma disciplina chamada Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa, na qual aprendemos a escrever foneticamente os sons da fala humana, ou seja, conseguimos distinguir através de símbolos fonéticos os sons de uma palavra. Apenas conseguimos compreender onde está a sílaba tônica quando um termo é pronunciado, assim podemos distinguir até mesmo qual é a origem desse falante, devido ao seu regionalismo ou termo característica de uma determinada região do país.

Portanto, quando estamos trabalhando com a linguagem escrita é possível distinguir em qual sílaba está o acento? Um leitor de tela poderá identificar qual é a sílaba tônica de uma palavra em um determinado contexto textual? Todos sabem que não, portanto, a acessbilidade também está nas palavras.

Utilizar a língua portuguesa na norma culta também contribui para que seu site seja acessível. É importante também saber usar outros elementos que colaboram para que a comunicação exista, ou seja, as pontuações. Mas é preciso lembrar que as pontuações não precisam ser repetidas para que haja a compreensão do “por quê” do seu uso em uma frase, já que todos sabem quando usar o ponto de interrogação, e qual o seu objetivo, o mesmo vale para o ponto de exclamação, a vírgula, e as demais pontuações.

A repetição gera desconforto para o usuário que depende do leitor de tela, e na realidade, a pontuação existe para dar a ênfase na língua escrita, pois na língua falada existe o aparelho fonético que possui diversos órgãos que possibilitam a produção dos sons.

Portanto, a partir de agora, vamos tomar mais cuidado no momento de escrever, acentuando corretamente as palavras, pontuando os períodos, e principalmente, revisando o que você escreveu, isso ajuda e muito para que todos os usuários tenham acesso ao seu conteúdo.

Publicado em: 20/08/2008 | Tags: Web, Comunicação, Acessibilidade, Webwriting | Comentários: Ainda Sem

Jornalismo e internet: tendências nacionais e internacionais

Palestra Jornalismo e internet: tendências nacionais e internacionais
Na quinta-feira dia 07/08 foi realizado em Uberlândia (MG) o primeiro encontro de Jornalismo e Internet: tendências nacionais e internacionais criado com a parceria do Sindicato dos Jornalistas do Triângulo Mineiro, a Faculdade Católica de Uberlândia e a Rede Integração (afiliada da Rede Globo).

O evento ocorreu na Faculdade Católica de Uberlândia e teve a presença de profissionais experientes e conhecidos na cidade e nacionalmente. O público foi formado por jornalistas, estudantes de jornalismo de diversas faculdades da cidade e profissionais da comunicação.

A palestra teve a participação dos jornalistas Paulo Eduardo (Rede Integração), Palmira Ribeiro (Megaminas) e Adriane Oliveira (Jornal Correio), da Arquiteta de Informação Paola Sales e do professor da faculdade de Computação da UFU, Sérgio Schneider.

Eles trataram de assuntos como o início da internet e sua importância, o desenvolvimento dessa mídia em Uberlândia, a apresentação das informações - notícias - de maneira não reflexiva, as atividades e a divisão dos trabalhos no Megaminas (portal regional da Globo.com) e a Arquitetura de Informação como um dos ramos do Jornalismo.

O encontro foi inspirador e possibilitou aos estudantes e profissionais debaterem sobre como é o mercado de jornalismo hoje, quais suas necessidades, os desafios e os objetivos para o futuro.

Para iniciar a palestra o jornalista Paulo Eduardo informou que em uma pesquisa realizada em 2005, 21% dos usuários a partir de 10 anos possuem internet em casa, o jornal Estado de São Paulo divulgou que no Brasil existem mais de 31 milhões de jovens e adultos conectados diariamente e que o nosso país possui o maior número de usuários do Orkut, com 53%, sendo a Índia o segundo país que mais acessa o site de relacionamentos, com 23% e os EUA com 13%.

Dando continuidade a palestra, a Adriane Oliveira afirmou aos estudantes que jornalismo online não é simplesmente “CTRL C + CTRL V”, é preciso adaptar o conteúdo para a web, sempre tomando cuidado também com os direitos autorais dos conteúdos que são reproduzidos, o que faz com que os jornalistas trabalhem bastante com a ética profissional. Ela completou dizendo que a web “é uma convergência dos meios de comunicação”. Com isso, compreendemos que o profissional web deve se especializar e se tornar cada vez mais multifuncional.

Esse termo foi bem utilizado pela Palmira Ribeiro, no momento em que ela explicou que o jornalista, e os demais profissionais da área, devem seguir tendências, além de desenvolver belos textos jornalísticos, trabalhar também como “marketeiros”, oferecendo sugestões sobre o que pode ser melhorado num jornal, numa revista, ou em um site. Portanto, entender o quê e como “vender” melhor.

Mas com informação é preciso ter cautela, porque como disse o professor Sérgio, o jornalista faz a diferença no mundo, às vezes para o bem e em outras contribuindo de maneira negativa, porque o jornal, a TV, o rádio e a internet, sendo considerados os meios pelos quais os indivíduos têm informação sobre os acontecimentos de uma nação e do mundo, seria necessário que o conteúdo fosse realmente ético e crítico. Ao contrário do que ele acredita estar acontecendo “o mundo se acelera nos meios de comunicação, mas a nossa capacidade de criticidade não evoluiu”, afirmou Sérgio. Isso nós podemos constatar com a programação da televisão nos finais de semana e muitas das músicas que são sucesso no Brasil.

E para finalizar a palestra, Paola Sales contou sobre sua carreira como jornalista, desde a sua formação acadêmica até conquistar o espaço que possui hoje na Itália. Informou sobre o direcionamento que decidiu dar a sua carreira, ou seja, a Arquitetura de Informação, mostrando para os estudantes que há outros caminhos além do jornalismo tradicional. Paola comentou sobre assuntos como Usabilidade, Navegabilidade e Acessibilidade, e falou sobre a importância da navegação do usuário, das barreiras que ele tem para encontrar um conteúdo que deseja ler, dos processos que devem ser estudados para que a navegação de um site seja desenvolvida de maneira mais simples e clara. Portanto, estruturando uma arquitetura de informação pensando sempre no usuário. Além de citar cases dos trabalhos que desenvolveu com a Vale do Rio Doce e o banco Santander.

A palestra foi excelente, tanto os palestrantes, como os conteúdos que eles trouxeram para debate, e claro, a participação dos alunos no momento do debate foi imprescindível para constatar o sucesso. Portanto, parabéns Palmira (Megaminas) e Lidia (Faculdade Católica) pela iniciativa, que vocês continuem proporcionando eventos de qualidade para nossa cidade.

Para conferir fotos do evento entre no meu Flickr.

Publicado em: 08/08/2008 | Tags: Cursos, Web, AI, Comunicação, Webwriting | Comentários: 2

Etiqueta na internet. Bom ou ruim?

Regras de boas condutas para o uso da internet

O que você acha se implantarem na empresa em que você trabalha regras de boas condutas para o uso da internet? Você acredita que melhoraria ou diminuiria o rendimento do seu trabalho?

Esse foi o tema da reportagem que participei na última terça-feira dia 05 de agosto para o programa Tudo a ver da Rede Record. Na reportagem a entrevistadora me perguntou o que eu achava dessas mudanças na empresa, já que o local onde trabalho, adotou essa etiqueta.

Acredito que em médias e grandes empresas fica difícil o controle dos acessos dos profissionais, porque sabemos que nem todos possuem senso crítico do que é permitido acessar durante o expediente de trabalho e o que seria mais interessante acessar no horário de almoço, por exemplo. Portanto, trabalhar com a etiqueta na internet seria o melhor meio de otimizar as atividades dos colaboradores, aumentando o seu rendimento de trabalho e a concentração na realização das tarefas.

É óbvio que uma empresa web que bloqueia o acesso de todo e qualquer site de notícias está aberta a insatisfação dos colaboradores, porque notícia, principalmente sobre tecnologia e as novidades do mundo web, foram feitas para nós lermos mesmo, já que somos os maiores interessados no assunto, mas acessar o capítulo da novela ou ler os recados do Orkut, não são atitudes de profissionais engajados com o trabalho. A não ser que a própria empresa adote o Orkut como forma de conquistar novos clientes, através de um “networking web”, mas nesse caso é uma norma restrita de uma empresa.

Como eu disse na reportagem, acredito que a etiqueta na web direciona o trabalho do colaborador e melhora o seu rendimento, e quando há necessidade de liberar um bate-papo para tratar de assuntos com os clientes, isso é possível e totalmente aceito pela empresa. Portanto, é interessante trabalhar essa idéia e refletir os prós e contras na implementação dessa metologia de trabalho.

A reportagem sobre Etiqueta na internet deve ser transmitida nesta semana no programa Tudo a ver.

Publicado em: 07/08/2008 | Tags: Informação, Comunicação, Webwriting | Comentários: Ainda Sem

O tempo e as conquistas

Como está no Wikipedia “O tempo é o regulador da vida. A concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de duração. Por influência de idéias supostamente desenvolvidas pela pedantia de Einstein (teoria da relatividade), …”.

Desejei falar sobre o tempo para poder explicar o por quê de ficar 2 meses sem escrever. Precisava de um intervalo, entre minhas atividades, para poder finalizar minha faculdade com êxito. Ou seja, precisava do tempo que utilizava para fazer pesquisas e criar artigos, para poder fazer trabalhos e estudar para as provas finais da faculdade.

Só que quando temos muito tempo, acabamos nos aproveitando dessa liberdade e ficamos totalmente relaxados com as nossas atividades (neste caso, “blogueiras”), isso pode ser bom ou ruim, mas para mim foi muito bom! Porque foi um momento de descansar a cabeça, ler coisas que eu gostaria de ler e refletir sobre o passado e o futuro.

Portanto, é preciso informar que desde o dia 18 de julho eu sou uma graduada em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Uberlândia. Que orgulho que tenho em falar isso! Foram muitos anos passando na “porta” da UFU e pensando, “Um dia ainda estarei aí…”, desde os tempos do primeiro grau eu já sonhava com isso, e portanto, agora eu possa afirmar: “Sonho realizado!”.

Para realizar esse sonho foram necessários 4 anos, portanto um tempo razoavelmente longo (tudo depende do referencial), mas foram intensamente vividos, porque foi a faculdade certa, um curso lindo, com pessoas muito especiais e professores que me marcaram e contribuíram com o meu crescimento profissional. Apesar de ser licenciatura, sempre aproveitei muito dos conhecimentos que tive na Letras, principalmente porque acima de tudo um indivíduo precisa conhecer sua língua para poder falar sobre ela, e depois questionar com os outros profissionais os problemas e as dificuldades que as pessoas têm, por incrível que pareça, com a sua língua materna. Esse assunto vai longe…

Por isso, para finalizar a nossa conversa sobre o tempo, esse regulador da vida, das nossas ações e sentimentos, gostaria de agradecer aos amigos da UFU, principalmente a Juliana e a Eva; a compreensão da Webroom, por sempre me liberar para realizar as atividades da faculdade; aos professores, pois eles contribuíram muito na minha maturidade profissional, me ensinando a buscar sempre o planejamento das atividades e trabalhar com seriedade, principalmente quando tratamos de educação (ensino-aprendizagem); a minha família, porque ela sempre acreditou em mim; e a Deus, por permitir estar aqui hoje dividindo o meu tempo e a minha felicidade com vocês.

Muito obrigada!

:)

Bibliografia

_________________. WIKIPEDIA. Disponível no endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo, acessado no dia 06/08/2008 às 22h28.

Publicado em: 06/08/2008 | Tags: Cursos, Comunicação, Webwriting | Comentários: Ainda Sem

A evolução da língua portuguesa

Mudanças da língua e a influência da web

Pesquisadores, professores, estudantes, todos estão sempre discutindo sobre a evolução da língua e as conseqüências do Orkut, Messenger, Google Talk, Skype, entre outros meios de comunicação online, na linguagem escrita. Sabemos que essas são ferramentas de comunicação rápida, e por isso, existe a abreviação de diversos termos como: você (vc), também (tb), espera aí (peraí), beijo (bj), abraços (abs), entre muitos outros.

O que encontramos são jovens inventando e reinventando a nossa língua materna. São criadas palavras específicas para grupos de amigos, ou até mesmo, dialetos que significam uma situação ou sentimento, que apenas uma “tribo” compreende. Além das imagens que são utilizadas para ilustrar alguma ação.

O interessante é que não podemos falar que isso é errado, porque se não fossem os jovens a língua escrita seria estática, algo que não poderia ser mudado, nem transformado com o tempo. Ou seja, não teríamos a evolução dos termos, dialetos e culturas.

Portanto, podemos dizer que existem expressões adequadas e inadequadas para cada contexto.

Se os jovens tivessem acesso a educação de maneira que eles soubessem adequar a língua portuguesa para cada situação da vida, ou melhor, contextualizar a sua linguagem para cada momento, acredito que a evolução da língua portuguesa seria mais aceita, porque apesar dos termos “rápidos” criados para se comunicar nos programas de bate-papo, eles saberiam também fazer o uso da norma culta, aquela que tanto incentivamos para as situações formais, como: concurso, vestibular, entrevista de emprego, reuniões, entre outros.

Isso significaria que em uma reunião de negócios, um jovem profissional, saberia pronunciar os termos da língua portuguesa na norma culta, fazendo a conjugação o adequada dos verbos e sabendo expor suas idéias de maneira coesa e coerente. Entretanto, em encontros com sua turma de amigos, esse mesmo jovem poderia utilizar os dialetos seja na língua oral, ou na língua escrita, que o define como participante de uma turma contemporânea.

A diferença está nessa contextualização da língua, porque o jovem tem sim o direito a evoluir a língua, mas junto com essa evolução ele precisa entender que para cada situação é necessário uma linguagem adequada, às vezes formal, outras informal.

Para exemplificar essa evolução da língua portuguesa de maneira muito bem humorada, assistam abaixo o vídeo “Evolussaum”, retirado do site Charges.com.br. Ou, façam o download do vídeo.

Publicado em: 28/05/2008 | Tags: Web, Comunicação, Webwriting | Comentários: 2

Acessibilidade Legal

Para os profissionais que estão começando a trabalhar com web, ou, para os experientes profissionais que estão aprendendo sobre acessibilidade, foi lançado algumas semanas atrás um site no qual podemos encontrar explicações para a maioria das nossas dúvidas. E se você não encontrar, pergunte ao editor do site, que ele lhe ajudará.

Estou falando do Acessibilidade Legal, site criado por Marco Antonio de Queiroz, ou, mais conhecido como MAQ. Para conhecermos melhor sobre o objetivo do site, vamos conhecer um pouco sobre esse profissional e seu trabalho na web.

1. Quem é o MAQ?

Caramba, que pergunta difícil! Vou perguntar a ele…
MAQ, quem é você?

Sou um sujeito fazendo hora extra na vida e tentando deixá-la o mais agradável possível. Gosto de ocupar meu tempo fazendo coisas úteis para mim e para outras pessoas. Acho que isso seja porque, de uma forma geral, nós, pessoas com deficiência, precisamos da ajuda das pessoas mais do que é comum das pessoas precisarem. Daí procuro fazer algo que compense, pelo menos na minha cabeça. Acessibilidade web é algo pelo qual me interessei e que pode ajudar a muitos. No início eu fazia tudo de graça. Aconteceram duas coisas: começaram a abusar por um lado e, por outro, a não valorizar o serviço especializado. É como se dissessem: vamos deixar as páginas acessíveis para vocês mesmos, então estamos, na verdade, fazendo o favor de deixar você nos ajudar a fazermos uma web mais acessível.

Bem… aí comecei a cobrar, e a cobrar bem… Choveu e ainda está chovendo trabalho! Acho que o pessoal só acredita pagando! (risos).

Trabalhei 23 anos com programação de computadores no SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), mas, depois de dois transplantes, um de rim e outro de pâncreas, tive de me aposentar. Cego, diabético, transplantado duas vezes é o MAQ que é mais aparente para as pessoas, mas existe o MAQ casado, pai de um garotão de 19 anos, com alguns amigos, que adora ler, escrever, assistir filmes, o almoço tradicional de domingo com a família em um restaurante bem gostoso aqui de perto, gosto de teatro e de coisas novíssimas… sabe que fui o primeiro jurado cego de um festival de cinema do mundo?

www.acessibilidadelegal.com/videos-externos/programaespecial.mpg

Os sites que fiz foram, e ainda são, uma forma de mostrar a todos que pessoas com deficiência não estão em outro mundo. Que uma cadeira é uma cadeira para mim como para todos, uma casa, uma pessoa, um jogo de futebol (mengooo!), uma paixão!

2. Qual é o objetivo do Bengala Legal?

O “Bengala Legal” surgiu porque, estando no trabalho um dia de intervalo de projetos, conversando com um estagiário que fazia sites em sua própria empresa, ele me perguntou porque eu não fazia um site.
Eu? Para quê?
O cara respondeu:
- Se eu fosse cego, transplantado e tivesse escrito um livro, teria motivo para fazer 3 sites e não um só.

Parei e pensei: está aí uma forma de ajudar o mundo - falar para diabéticos que essa doença pode matar se não tivermos cuidado com ela, mostrar a todos que nós cegos somos gente, mais um pouquinho do que algumas pessoas falam de boca para fora, falar do transplante que foi a melhor coisa que fiz na vida e que, graças a ele, na verdade eles, estou vivo hoje escrevendo para o seu blog, comunicar ao mundo o que o mundo tem vergonha de perguntar etc…

Aí a coisa foi se expandindo, de forma que hoje o Bengala tem 320 páginas de artigos de especialistas e pessoas com os mais variados tipos de deficiência, mas todos com o espírito que o logotipo do site mostra - pessoas para cima,vencendo obstáculos, batalhando e conquistando espaços. Recebi e recebo tantos artigos de pessoas para serem colocados no Bengala, que aprendo todos os dias a viver novamente, sempre com paixão, pois sem emoção a vida deve ser um saco!

3. E agora, qual a finalidade do Acessibilidade Legal?

A finalidade do Acessibilidade Legal foi separar os públicos. No Bengala Legal eu colocava artigos sobre inclusão social, escolar, no trabalho, na vida das pessoas com deficiência, inclusive a minha; acessibilidade arquitetônica, nos meios de comunicação (caixas eletrônicos bancários, livros acessíveis etc), trabalhos acadêmicos, vídeos e depoimentos em mp3, etc.

Aí, quando comecei a escrever e colocar sobre acessibilidade web, o público não era mais de professores, especialistas, acadêmicos, pessoas com deficiência etc, passou a ser de pessoas mais técnicas, que não queriam saber da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, mas das Diretrizes de acessibilidade web do W3C, WAI e o WCAG, o WCAG Samurai, padrões web, usabilidade, como fazer páginas acessíveis, ferramentas, leitores de tela etc. Aí está o danado, é para quem queira realmente saber sobre acessibilidade web, tecnologias assistivas e coisas afins.

4. Quem escreve para o Acessibilidade Legal?

O Acessibilidade Legal tem a mesma filosofia do Bengala Legal. Eu não me aguentaria escrevendo um site inteiro sozinho. Já imaginou 320 artigos escritos pelo MAQ no Bengala? Não imagine, pois não vai voltar lá nunca mais! Tem mais gente, tem mais gente! Assim, a idéia é que pessoas que saibam sobre o assunto e queiram colaborar, enviem seus textos. Claro que tem um tal de MAQ que vai dar uma olhada crítica no texto, vai ver se a pessoa pensa acessibilidade como o MAQ pensa e gostaria que fosse, para publicar os artigos. No Bengala Legal existem uns 10 textos meus dos 320 que foram publicados. Esse percentual vai aumentar muito para o meu lado no Acessibilidade Legal, pois sou especialista e consultor do assunto específico do site.

Mas, já existem por lá traduções do Maurício Samy Silva, enviada por ele a meu pedido, do Henrique Costa Pereira, do Revolução.etc, que há muito já escreve sobre o assunto em seu blog, do Bruno Torres que trabalha comigo na Acesso Digital, do Ivo Gomes que possue também uns textos bastante interessantes e já colocados por lá, o Fred do Usabilidoido, meu chapinha que admiro e que é filho de um amigo meu de infância (não vou dizer a ninguém que tenho 51 anos, nem que caia o mundo), tem o design do Horácio Soares, que também trabalha comigo e que fez o logotipo e a “cara” da página e o trabalho incansável do Gil Porta, que não é muito conhecido na área, mas que é um dos maiores conhecedores de acessibilidade que conheço e que sempre está me ajudando no visual da página, dizendo para mim se uma imagem pode ficar à esquerda, se é melhor centralizar etc… ele fez todos os scripts da página, os javascripts e os de php, fez o CSS do visual que o Horácio enviou etc… é uma pessoa com deficiência, é tetraplégico, de BH, e o cara mais paciente do mundo, pois para me aturar tem de ser!

Eu codifico os textos em (X)HTML strict, o Bengala é em HTML Strict, faço a acessibilidade e coisas assim, tudo em handcode. Dessa forma, o Acessibilidade Legal já está com 55 textos sobre padrões web (CSS, XHTML e Scripts), tecnologias assistivas, como leitores de tela, mouses oculares, display braille, acessibilidade, de como fazer sites acessíveis etc… Não sei, mas acho até que seja o único site exclusivamente sobre acessibilidade web que não vende serviços, que é somente de informação. O que ganho com ele é o prazer de estar espalhando noções de acessibilidade web pelo mundo, coisa que mais gosto e sei fazer.

Mas, aproveitando a oportunidade, você que está lendo este sujeito que vos escreve, que sabe de textos bacanas sobre acessibilidade na web, envie-me, com fontes e créditos, que terei o maior prazer de disponibilizar em meu site!

Para os que aturaram o carinha aqui escrevendo tanto e, para você, Alessandra, meu muito obrigado!

Abraços acessíveis e fáceis de usar do MAQ.

Publicado em: 06/05/2008 | Tags: Web, Tecnologia, Comunicação, Acessibilidade | Comentários: 2

Boas condutas no e-mail corporativo

Novamente quero entrar nesse assunto do e-mail corporativo. Por quê? Porque é um dos grandes problemas que vemos nas empresas. Os profissionais não sabem se comunicar, muitas vezes não sabem escrever um e-mail, ou, simplesmente dividir as informações na mensagem, de forma que fique clara.

Desde que comecei a trabalhar como webwriter devo enviar quase todos os dias cerca de vinte e-mails, tanto para clientes como também para os colaboradores da empresa. Por isso, resolvi tomar alguns cuidados para que os e-mails não fossem esquecidos pelos clientes, pelos colaboradores e por mim.

Informe aos responsáveis pelo projeto todas as atividades em desenvolvimento

Sempre que recebo um e-mail solicitando alterações em um determinado projeto, eu reencaminho para todos os profissionais envolvidos do projeto. Você acha que isso é spammer? Não mesmo, isso se chama responsabilidade.

Dessa maneira, o programador, o webdesigner, o redator, o consultor comercial, o gerente, entre outros profissionais responsáveis pelo bom andamento do site, estarão ciente da evolução do projeto, as alterações, solicitações e problemas enfrentados durante o desenvolvimento do site.

A boa comunicação entre os profissionais melhora os índices de qualidade e diminui o número de erros dos projetos.

Dicas

Sobre a distribuição das informações nos e-mails

  • Escreva parágrafos pequenos, pois assim o destinatário não terá preguiça de ler o seu e-mail. Por mais que o e-mail tenha que ser grande - porque pode ser a documentação de uma alteração do projeto, ou, ata de reunião - o simples fato de existir parágrafos pequenos já facilita a leitura.
  • Pense que um e-mail deve ter início, meio e fim, portanto, comece a mensagem com um cumprimento, faça os comentários – solicitações, argumentações, ou, justificativas – em seguida, finalize a mensagem informando o que se espera com o e-mail, ou, o objetivo que teve a mensagem.
  • Releia a mensagem antes de enviar o e-mail. Se você não utilizar o corretor automático do Outlook (ou do seu e-mail pessoal), então, tenha esse cuidado, pois muitos erros podem ser evitados com a leitura. Mas se caso você enviar a mensagem e só depois ver o erro, não tenha vergonha de reencaminhar o e-mail corrigindo.

Sobre a separação dos e-mails

  • Uma dica que já comentei em outro artigo, mas que seria interessante repetir é: se você utiliza o Outlook para receber seus e-mails, crie uma pasta com o nome de cada projeto que está trabalhando, assim fica mais fácil você encontrar os e-mails. Caso você use, por exemplo, Gmail, nele você pode criar as pastas e dividir seus e-mails nelas.
  • Outro detalhe, sempre no assunto do e-mail, coloque primeiro o nome do projeto e depois o título. Essa é outra maneira de encontrar com maior facilidade o e-mail do seu cliente.
  • Como responder um e-mail de solicitações do cliente?

    Muitas vezes seu cliente lhe envia um e-mail com uma lista enorme de tarefas para fazer, são correções, alterações, implementações, e você precisa responder o cliente, dar um “feedback” sobre as atividades que já foram realizadas no projeto e o quê ainda está em andamento.

    Uma maneira clara de responder o cliente é copiar a lista de solicitações, você pode passar para o Word e abaixo de cada tópico escrito pelo cliente, colocar com uma fonte e cor diferente, a resposta para cada solicitação. Assim fica mais claro do cliente entender qual é a resposta.

    Parece bobo, mas vejo muito desses problemas no dia-a-dia, além de ouvir profissionais de outras empresas, ou seja, outros ramos de negócio, o problema que eles enfrentam com os e-mails. O problema não está apenas nos profissionais web, o problema de comunicação é geral. As pessoas não sabem se comunicar com clareza e é isso que eu tento melhorar na empresa onde trabalho.

    Portanto, fique atento ao enviar um e-mail para o cliente, ou, para os profissionais da empresa onde trabalha, preocupe-se em dividir as idéias em parágrafos e revisar o que você escreveu. Todos sabem a língua materna, o que precisamos é utilizá-la de maneira correta, principalmente, em ambientes em que a sua linguagem define muito o seu trabalho.

Publicado em: 04/05/2008 | Tags: Web, Comunicação, Acessibilidade, Webwriting | Comentários: 4

O ócio na busca da produtividade

Quadrinho mostra como ficamos quando não temos nada para fazer

Navegando pelo Planta Baixa da Luciana Cattony, encontrei o blog Tá postado e nele vi um quadrinho bem interessante.

Realmente eu me vi “ilustrada” nestes quadrinhos. Leia abaixo:

garfieldsemgarfield.jpg

Tradução:

- Eu comprei sapatos de dança.
- (Jon tenta fazer o sapato trabalhar com gestos…)
- Eles não parecem funcionar.
- Eu preciso fazer alguma coisa excitante.
- No três: um… dois… três!
- (Jon pensa…)
- Ninguém me diz o que fazer.
- (Jon pensa…)
- E eu gostaria que alguém dissesse. Eu não tenho a menor idéia do que estou fazendo.
…………………………………………………………………………………………………………………

Agora explicarei porque disse que se parecia comigo.

Durante a semana estamos sempre tão elétricos que não temos muito tempo para descansar. Então, quando chega um fim de semana que você não precisa trabalhar, não tem seminários da faculdade, nem leituras obrigatórias para fazer, ficamos assim, precisando ter algo para fazer, pelo menos, eu sou assim.

Não consigo ficar sem fazer completamente nada, sabe aquele ócio que você deita, pára tudo e não pensa em nada?! Então, eu não consigo fazer isso, pelo menos não com tanta freqüência, mas estou tentando voltar aos velhos tempos e dar uma olhada mais para as nuvens e no quê elas estão formando.

Acho que são pequenos hábitos que se perdem com o tempo, mas que se aproveitado pode gerar mais produtividade, do que essa incessante busca pelo o quê fazer. Pense que assim você estará descansado sua mente para a próxima semana.

Portanto, bom fim de semana e CARPE DIEM!

Publicado em: 26/04/2008 | Tags: Web, Informação, Processos | Comentários: 5

Aspectos positivos e negativos do e-mail marketing

A personalização de campanhas de e-mail marketing

Ampla capacidade de disseminação de informações

Todos sabemos que hoje, o envio de uma campanha de e-mail marketing (campanha publicitária virtual enviada para um determinado grupo de e-mails “mailing” de uma empresa, expondo detalhes sobre seus produtos e serviços), é o meio mais prático, rápido e barato de apresentar e aumentar a venda de produtos e serviços para os usuários.

É com o e-mail marketing que uma grande parte dos usuários conhecem e chegam até as páginas dos novos produtos que uma determinada empresa está lançando no mercado, exemplos disso são as campanhas diárias que Submarino, Saraiva, Americanas, entre outros grandes e-commerces enviam para os e-mails dos seus usuários/clientes.

Pense bem… Essas empresas não precisaram selecionar seus dados, confirmar endereço e enviar folders e malas-diretas para a sua casa, elas simplesmente criaram um mailing que permitisse que enviasse sempre novidades para os seus usuários.

Como os sites criam o mailing

Para quem não conhece a forma como um mailing é criado, é bem simples. Geralmente há campos pré-preenchidos determinando algumas ações na página, uma delas é o campo “Desejo receber notícias de promoções deste e-commerce e de seus parceiros ”.

Quando você se cadastra num site e deixa esse campo marcado, você está dando autorização para que seu e-mail entre no mailing daquele site, e conseqüentemente, receba e-mails da empresa e das lojas parceiras àquela que você havia se cadastrado. É como se você aceitasse receber mensagens de outros sites, sem mesmo ter acessado-os.

Aspecto positivo e negativo

Acompanho diariamente o lado bom e ruim do envio de campanhas de e-mail marketing, pois sempre envio campanhas para os clientes da empresa onde trabalho. Como profissional web, eu reparo naquele item marcado, mas muitos usuários não percebem isso, e acabam “sendo cadastrados” ao clicar em “enviar dados”.

O que percebo é um aumento significativo de usuários que se descadastram após receber a newsletter, pois receberam sem aceitar realmente àquela campanha. O marketing que deveria servir como positivo acaba se tornando negativo para a empresa que enviou a campanha. Acredito que a solução seria deixar o campo de maneira mais evidente para o usuário, quando ele fosse realizar o cadastro, além de deixar tudo bem descrito na “Política de privacidade do site”, ou seja, explicar para quais fins seriam utilizados os e-mails e os demais dados.

O lado positivo da campanha de e-marketing continua sendo o rápido alcance de públicos específicos, pois há cadastros que permitem filtrar as preferências dos usuários e assim enviar campanhas que atendam as necessidades desses usuários. Entretanto, existem estudos que indicam que o usuário não gosta desse tipo de campanha, que foi criada especialmente para um perfil, porque demonstra que seus dados e suas preferências já seriam públicas na web. Isso traz insegurança para o usuário. Esse é o tema do primeiro artigo citado abaixo.

Mas um detalhe muito importante e que muitos profissionais que enviam campanhas de e-mail marketing esquecem é que ao enviar a campanha para um mailing já cadastrada é preciso filtrar os e-mails dos usuários que se descadastraram daquele mailing. Esse é o tema do artigo que Ricardo Ramos escreveu para o Webinsider. Muito interessante! Para lê-la, clique no link abaixo.

Artigos relacionados

Publicado em: 24/04/2008 | Tags: E-mail marketing, Comunicação, Webwriting | Comentários: 5